game suzano

Tinha de sobrar pros games né? Ao ser questionado sobre os assassinatos em uma escola de Suzano (SP), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou à imprensa que “os jovens estão muito viciados em games violentos”, dando a entender que jogos de realidade virtual poderiam ter estimulado os ataques. Notícia de hoje no jornal Correio Braziliense.

“Estou muito triste com essa situação. Temos que entender o porquê de isso estar acontecendo. Essas coisas não aconteciam no Brasil. Na minha opinião (…) vemos essa garotada viciada em videogames (…) videogames violentos. Tenho netos e os vejo muitas vezes mergulhados nisso aí. Quando eu era criança, jogava bola, soltava pipa. A gente não vê mais essas coisas. Lamento profundamente tudo o que ocorreu”, disse o vice ao chegar para trabalhar no Palácio do Planalto.

Bolsonaro Ensina Criança a Fazer Arma com a Mão

Durante a campanha, o Globo publicou um vídeo do pré-candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, gravado em Goiânia, que mostra o aspirante ao Palácio do Planalto ensinando uma criança a fazer o gesto de uma arma com as mãos. O vídeo e as imagens geraram polêmica nas redes sociais. Em cima de um carro de som, enquanto discursava a simpatizantes, Bolsonaro segura no colo uma menina e a auxilia, com um largo sorriso no rosto, a usar os dedos polegar e indicador para simular que segurava uma arma em suas mãos. Em seguida, ele também faz o gesto.

Ligação Entre Games e Violência. Depoimento.

“Cresci num bairro violento e extremamente pobre. Nessa época, não raro tive vários “convites” para ser mais um soldado do crime. A maioria dos colegas da época, foram mortos ou foram presos.

Joguei muito fliperama com jogos como Mortal Kombat (histórico game “violento”), Contra III, Robocop, Exterminador do Futuro e muitos outros com temática mais bélica ou de lutas corporais digitais.

Nenhum desses fatores, desenvolveu qualquer comportamento violento de minha parte. NENHUM! Eu sempre tive uma escolha. E eu escolhi não ser assim. Separei as coisas e percebi que somente EU, poderia mudar a minha situação. O que realmente conta então é o caráter de cada um! Isso você não aprende na escola, em casa, no computador ou no videogame. Jogar a culpa nos videogames, é escancarar a inepta do poder público em garantir a segurança do cidadão de bem”, comentou no meu LinkedIn William Bezerra, analista de negócio.

Ligação Entre Games e Violência. Minha Observação.

A minha observação se a geração que jogava bola não gerou um bando de Pelé, por que a geração do videogame vai gerar um monte de assassinos?

“Se essa idéia de causa e efeito fosse simples e direta como declara o Vice, então bastava o Governo incentivar jogos como SimCity, Harvest Moon, Dr. Mario, F1, Fifa para termos um batalhão de planejadores urbanos, agricultores qualificados, médicos, Ayrtons Sennas e Pelés!”, acrescenta Eduardo Sato, profissional de novos negócios que trabalha com games e periféricos há mais de 20 anos.

Ligação Entre Games e Violência. Pesquisas e Literatura.

Pesquisa da Universidade de Oxford constatou que não há correlação entre comportamento agressivo em jovens e contato com games violentos. O experimento reuniu 1004 adolescentes entre 14 e 15 anos, e a mesma quantidade de pais ou responsáveis – totalizando 2008 participantes.

O profissional de marketing e gamer Athos Martins observa que levando em consideração os 3 maiores conflitos armados do planeta, podemos dizer que até a decada de 80 era impossível ter gamers para matar pessoas, até pelo fato de não existirem games durante a primeira guerra ou em 1945 (a não ser que o cara ficasse muito irado por perder no xadrez).

No Vietnam existiam games primários, mas não eram alusivos a violência, então… não podemos dizer que as pessoas matariam por jogar space invaders.

Marcelo, professor do MBA SEDA Executive Education, lembra que nos idos de 1950 a TV era apontada como a causadora de vícios e de desestabilizar psicologicamente os jovens, principalmente com apresentações de um tal de rock and roll.

Autor do livro Videogame e Violência, o gaúcho professor universitário e doutor em ciências criminais Salah Khaled, comprovou que uma coisa não se relaciona com a outra. Ou seja, não há nenhuma evidência concreta de que jogos eletrônicos provocam violência.

A professora baiana Lynn Alves pesquisou por 8 anos a relação entre os temas e concluiu que “a interação com os jogos eletrônicos não produz comportamentos violentos nos jovens”. O resultado está no livro Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência.

Os fatos estão aí. Agora você decide quem apoiar 😉

Por Fernanda Domingues

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