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Ao analisar seu balanço anual de 2018, a Netflix apontou Fortnite como seu principal concorrente. Não é para menos. Na disputa pela audiência da “telinha”, o battle royale da Epic Games não deixou espaço para nenhum outro jogo, filme ou música. Várias pesquisas confirmam sua relevância em faturamento e público.

O shooter é apontado pela pesquisa da SuperData Research como o game free-to-play mais rentável em 2018. O estudo constatou que o título faturou US$ 2,4 bilhões dos 87,7 bilhões movimentado pela indústria de free-to-play nos Estados Unidos, Ásia e Europa. Esta pesquisa não mostra resultados em nossa região.

Números da América Latina e Brasil

Segundo a 1ª pesquisa Game Latam, por aqui também a audiência de eSports se rendeu ao Fortnite. Isso fez com que na América Latina o estreante jogo da Epic Games chegasse muito perto do público do legendário League of Legends (LoL), da poderosa Tencent. O levantamento mostra que os jogos mais assistidos pelos fãs do eSport na Latam são LoL com 44%, seguido de Fortnite com 39%. Enquanto LoL vai completar 10 anos em 2018, Fortnite tem pouco mais de um ano de existência. Sendo assim, seria Fortnite realmente um fenômeno. No Brasil, LoL lidera com 44% e Fortnite aparece na quarta posição, com 28%.

Número de jogadores registrados é de 200 milhões

Em novembro de 2018, com pouco mais de um ano de existência, Fortnite ultrapassou os 200 milhões de gamers registrados. A Netflix com 22 anos registrou 139 milhões de assinaturas pagas, em dezembro do ano passado. E um faturamento de US$ 16 bilhões. Porém, as receitas não devem ser comparadas, uma vez que nem todos os jogadores registrados no Fortnite gastam. Pois ele é um free-to-play.

A briga será atrair o público em 2019

Ao fazer tal balanço, a Netflix ressalta que mais importante do que o tipo de conteúdo que estão assistindo (filme, música ou game), devemos levar em conta quem está atraindo o público, por isso ela considerou Fortnite um concorrente mais forte que HBO ou a nova rede de streaming da Disney, a Hulu.

Aqui na América-latina a 1ª pesquisa Game Latam mostra que quando não estão jogando ou acompanhando um jogo, os gamers preferem gastar o tempo livre na Netflix (64%), seguido de Spotify (33%). No Brasil as posições são as mesmas e os percentuais parecidos.

Guerra do Streaming

Desde o ano passado está havendo um movimento brusco dos grandes players para atrair o público que procura entretenimento na Internet.

O Google com seus algorítmos conquistou a preferência mundial dos anunciantes nas suas plataformas. Agora luta para reter o público jovem nos seus canais, uma vez que é preciso entregar tráfego para segurar a publicidade.

Lembrando que o Google é dono da plataforma mais antiga e mais conhecida de vídeos, o YouTube Gaming, mais popular pelos vídeos editados que pelas lives. O YouTube Gaming lidera a audiência de vídeos de games. Mas no caso das partidas ao vivo, a Twitch, do grupo da Amazon, reinava sozinha. Até aparecer um novo concorrente.

Facebook entrou na parada

No meio do ano passado foi lançado o Facebook Gaming. A nova plataforma é dedicada ao streaming de jogos e, obviamente, mira tomar audiência de serviços populares das empresas rivais. No Brasil levou muitos influencers conhecidos como “youtubers” para fazer streaming no Facebook.

A Twitch TV passa por uma reestruturação em sua liderança na América Latina. Pela primeira vez o escritório brasileiro da empresa tem executivos brasileiros. Até então a rede era controlada a partir dos Estados Unidos. Tudo indica que as mudanças façam parte da estratégia para manter a liderança. Essa rede concentra muitos dos streamers mais populares do Brasil.

Microsoft promete ir além

A Microsoft lançou mundialmente e no Brasil a Mixer, sua plataforma de streaming, no fim do ano passado. Mas pela entrevista dada pelo CEO da companhia, Satya Nadella, na semana passada, os planos são bem mais ousados que isso. A Microsoft vai se transformar na “Netflix dos Games”, segundo ele.

O assunto já está sendo comentado há algum tempo. Desde meados do ano passado, e faz parte de um esforço maior do grupo Xbox da Microsoft, liderado pelo vice-presidente de jogos da Microsoft, Phil Spencer, para transformar o Xbox em uma plataforma, e não em uma peça de hardware.

“Existem hoje 2 bilhões de pessoas que jogam videogames no planeta. Não vamos vender 2 bilhões de consoles”, disse Spencer ao Business Insider, em junho de 2018. “Muitas dessas pessoas não possuem uma televisão, muitas nunca possuíram um PC. Para muitas pessoas no planeta, o telefone é o seu dispositivo de computação”, disse ele. “É realmente sobre alcançar um cliente onde quer que ele esteja, nos dispositivos que ele tem”.

Voltando às plataformas de streaming, a chinesa Cube e a StreamCraft também estão por aqui.

O que você acha?

Pensando só no mercado de games um dos fatores que está contribuindo para essa mudança de cenário é a consolidação dos games online competitivos. Mais recentemente representados pelos battle royale.

Também devemos considerar o eSport, que está crescendo expressivamente ano a ano. Em 2016, o Brasil tinha 11,4 milhões de espectadores de eSport e representava quase a metade da audiência na América Latina. Em 2017 o número subiu para 17,7 milhões. Os dados são da pesquisa de eSports da NewZoo.

Eu adoraria saber como você vê o cenário de streaming no Brasil e qual a sua rede preferida e o motivo da preferência. Sua opinião é muito importante para nós (Rs). Obrigada por chegar até aqui e até mais.

Terça tem artigo sobre os 10 games free-to-play mais rentáveis de 2018.

Por Fernanda Domingues


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